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A estreia do nosso Podcast

Criamos um novo canal de informação: o podcast. A estreia vem com dois produtores do Alentejo, com uma extensa gama de rótulos abaixo de R$ 100.

Monte da Capela – Vinho bom e barato é difícil de encontrar. Na França, isso se tornou tarefa quase impossível, na Itália cada vez mais desafiadora, mas a terrinha tem ainda. O Monte da Capela é um desses achados, que oferece uma extensa seleção de rótulos abaixo de R$ 60. Os vinhos vêm por uma importadora de Poços de Caldas: https://www.segusovinhos.com.br/
A entrevista com Maria Clara Roque do Vale, em vídeo, dá todos os detalhes da Monte da Capela, que fica em uma deslumbrante paisagem no Alentejo. Em 2020, oito quartos para receber hóspedes devem ser abertos.

foto de Nadia Jung - Monte da Capela - Vinhos de Portugal

BH: o mercadão e o bar do Orlando

Os apertados corredores do Mercadão de BH empurram os desavisados para dentro de qualquer loja do lugar. Em meio ao trânsito intenso de gente, até que a prática acaba resolvendo o problema de muitos que só vão ali para levar um pedaço de queijo para casa. Numa dessas fugas dos labirintos do principal centro de compras de produtos mineiros da capital, caí na lojinha 3 x 4 do Seu Ronaldo.

De um lado, um balcão de queijos de preços um pouco acima do menor valor oferecido pelo quilo do produto no mercado. Do outro lado, uma generosa prateleira de cachaças. Para entender melhor, uma breve rodada no Mercadão já se identifica por tabelas de preços dependuradas qual o mínimo que poderá se pagar pelo quilo do queijo (hoje, em R$ 19,00), não importa sua origem.

Aliás, a maioria diz ser da Canastra, região que faz os queijos mais nobres de Minas – o problema é que muitos não aparentam as características do produto proveniente de lá. Mas isso não tem muita importância para a grande parte do público. O que vale é ser mineiro. E eles são.

No do Seu Ronaldo, ele explica que quase todos vêm de Salitre, não muito longe da Canastra. Oferece um pedaço generoso para experimentar. Sente-se de fato a diferença em relação a um qualquer de mais baixo preço.

Augusto Diniz
pisando em uvas _ queijos

VÍDEOS

Toda semana trazemos vídeos sobre degustações, dicas de vinhos e curiosidades da gastronomia

Canvas, arte e comida no Hilton

Rodrigo Mezadri aprendeu a cozinhar quando tinha seis anos. A inspiração veio da sua mãe, que preparava receitas, mexia mas panelas, acendia o fogo. Uniu paixão e carreira. Fez curso de gastronomia na Anhembi Morumbi e em 2005 virou estagiário do Hilton. Nunca mais deixou a hotelaria. São 14 anos em restaurantes de hotéis. Em 2008, foi trabalhar no Oriente Médio, onde encontrou sua mulher e aprendeu a usar temperos que muitas vezes eram deixados de lado pelos brasileiros, como tipos de curry. Hoje ele está à frente do Canvas, o restaurante do Hilton São Paulo, cuja proposta é inusitada: mesclar arte e gastronomia, com permanentes exposições de obras de arte nas paredes e em painéis suspensos. A cada trimestre, um menu com um artista que expõe suas obras é oferecido aos clientes nos jantares. “A ideia é saber o que o artista come, quais são suas receitas preferidas e montar o cardápio com base nisso, aí se torna uma opção a mais para nossos clientes”, destaca.

O craque Dirk Niepoort

Sou safra 1977, ruim em grande parte do mundo, grandiosa em Portugal, principalmente nos fortificados de Madeira e Porto. Bebi alguns rótulos emocionantes, como o Terrantez da Cossat Gordon, o Taylor´s e o Graham´s, mas tem um vinho que me fez suspirar: Garrafeira 77 do Niepoort, refinado, elegante, complexo, absolutamente obrigatório. A partir dele, a vinícola entrou no meu radar. Dirk Niepoort é craque. Conjuga modernidade e tradição como muito poucos, faz vinhos elegantes, complexos, minerais, sejam brancos, tintos, rosados ou fortificados. Do Dão à Bairrada, passando pelo Douro, ele faz o melhor branco da terrinha, o Coche, que não é uma homenagem ao mítico produtor de Meursault, mas uma referência às carruagens. Faz grandes tintos, sejam os mais fáceis de beber, como o Conversa, seja na alta gama, como o Batuta. Agora em casa nova, a Mistral foi trocada pela Grand Cru, a promessa é de que os preços serão mais baixos e a distribuição melhor. Qualquer vinho com a assinatura Dirk Niepoort é para comprar. O passeio pelo Vinhos de Portugal 2019 vai também para o Alentejo, com os ótimos rótulos da Carmim, uma das maiores cooperativas da Terrinha. Rui Veladas, enólogo da casa, faz bons tintos e brancos, com um atrativo: os preços.

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