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GUIA DE NY: ONDE COMPRAR VINHOS?

onde os enófilos compram suas garrafas na Big Apple?

Geoffrey Troy bebe grandes vinhos há décadas. Viaja para a Bourgogne há décadas. Bebeu os vinhos de Henri Jayer e entendeu seu valor antes de a lenda ter sido construída e os cifrões tornarem os rótulos sonho para a maioria dos mortais. Ajudou a colocar Rudi Kurniawan, que fraudou centenas de garrafas, atrás das grades. É assessor da Zachy´s, uma das principais casas de leilão de vinhos. De vez em quando Stephen Tanzer e Allen Meadows vão até Long Island bater um papo e comprar alguma garrafa. O site é tosco. Para ser inserido no sistema, é preciso mandar email para eles, responder a algumas questões e, aí, sim ser habilitado. “A gente trabalha no esquema antigo”, diz Troy. A primeira compra será pelo telefone. A seleção de bourgognes brancos e tintos é extensa. Há também Rhône, Loire, Piemonte, Califórnia. Vai de Cathiard a Mugnier, de Dauvissat a Ramonet, de Marcoux a Rostaing, de Huet a Littorai. Os funcionários trabalham com casacos. Troy mantém a temperatura em todos as seções para conservar as garrafas. Chamaria de Amauri de Faria de Nova York.

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GUIA DE NY: ALDO SOHM OU COMPAGNIE?

Qual é o melhor bar de vinho para se comer em Nova York? Aldo Sohm (https://pisandoemuvas.com/2018/06/09/o-wine-bar-aldo-sohm/), o embaixador das taças Zalto nos EUA, ou o La Compagnie de Vins Surnaturels, embaixador das taças Mark Thomas nos EUA?

Esse Fla-Flu que envolve mesa, taças, vinhos e comida mereceria vários tiras teimas envoltos em disputas com várias regiões do mundo, uvas, terroirs e infindáveis empates e discussões cujo resultado seria uma vez um, outra vez outro.

O Compagnie tem um cardápio enxuto, ótimo para dividir em dois. De entrada, peça as ótimas e gordas azeitonas com azeite e pólen de erva doce. Passe pelo ótimo tartare. Não se esqueça das sunchokes (um tipo de alcachofra mais leve que a normal) com molho de miso e shiso. Tenha sorte de ter as vieiras finamente cortadas cruas com limão. E deixe um espaço para o excelente arroz de polvo e pimenta, que dá vontade de não parar de comer.

Lembre-se de que a comida não é destaque daqui.

CHAMBERS STREET WINES
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VÍDEOS

Toda semana trazemos vídeos sobre degustações, dicas de vinhos e curiosidades da gastronomia

Os tintos de Claude Dugat

Algumas vezes na equação da vida, expectativas altas são diretamente proporcionais a grandes decepções, enquanto um pé atrás pode ser sinônimo de uma queda de joelhos diante da surpresa. Com apenas seis hectares de pinot noir em Gevrey-Chambertin e alguns vinhedos com mais de 100 anos de idade, o Domaine Claude Dugat vinha precedido por alguns comentários de amigos e de alguns críticos de que produzia vinhos extraídos demais, modernos demais, com maquiagem demais, ao gosto do mais famoso crítico de vinhos do mundo.

As notas 99 pontos e 100 pontos dadas por Robert Parker aos Griottes-Chambertin 1990, 1993, 1995 e 1996 tinham tornado todos seus vinhos cultuados e cobiçados por uma legião de enófilos da Europa, Estados Unidos e Japão. Encontrar uma garrafa para comprar era e é uma tarefa nada fácil para um Domaine cuja produção total em um ano sem perdas pode chegar a 30 mil garrafas. Com esse retrospecto, marcar uma visita não era prioridade, até que numa vez, pouco antes da viagem à Bourgogne, numa rodada de perguntas sobre produtores preferidos, a Guria disse que Claude Dugat não era Dugat-Py (primo, cujos vinhos são importados no Brasil pela World Wine) e que ele produzia grandes vinhos.

GUIA DE NY: RACINES

A diferença entre homens e mulheres no mundo corporativo vai muito além de cifrões. Além de salários mais baixos, elas estão em menor número seja em cargos de alta direção, seja em conselhos de empresas, seja em empreendedorismo. No mundo da enogastronomia, não é diferente, com algumas poucas conseguindo superar os obstáculos de um mundo ditado pelos homens. Uma delas é Pascaline Lepeltier, que se sagrou ano passado a melhor sommelière da França, conquistando o prêmio pela primeira vez na história para as mulheres.

Ela está à frente do serviço de vinho de uma das mais cobiçadas mesas de Nova York, o Racines (https://racinesny.com/), que tem à frente das caçarolas o chef Diego Moya, considerado um dos mais subestimados da Big Apple pela crítica nova-iorquina. De vez em quando o restaurante faz eventos com produtores de vinho que visitam Nova York ou degustações harmonizadas com os vinhos que Pascaline escolhe. Vale sempre dar uma olhada no site e no instagram e ver o que há de novidade nesse restaurante que fica em Tribeca (aliás, o Racines fica a um quarteirão de uma das melhores lojas de vinho dos EUA: a chambers Street, um dos melhores endereços de nebbiolos antigos – https://www.chambersstwines.com/)

 

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