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O Arpoador ganha Roberta Sudbrack

A @robertasudbrack tem uma parada com cachorro quente. É um melhor que o outro. O do Arp – novo bar de praia do hotel Arpoador Inn – é incrível. Fresco, uma versão muito diferente do consagrado Sud Dog.
Além de ter um novo cachorro quente pra chamar de nosso, foi lindo ver o presente que o Rio ganhou, de cara para a praia do Arpoador. O Arp junta cariocas e turistas, naquela delícia de programa de ver o tempo passar, comendo e bebendo bem.
Tem um menu despojado, afinal é um bar, não um restaurante. Anotaram?
Entre as opções: Caesar salad deliciosa (R$ 29), ovo com maionese e ovas de salmão, asinha de frango picante, mozzarella de búfala e tomate (parece uma escultura!), pannacotta com geleia de jaca (R$ 31), brioche com doce de leite e chocolate, bolo molhadinho de milho com coalhada e sorvete de mel de cacau.
Dá pra ser feliz por horas e horas.
Além da comida da @robertasudbrack , a carta de drinks é da @neli_pereira e é a cara do Rio! A Neli, que é de São Paulo e tem um endereço obrigatório no Espaço Zebra, trabalha com ingredientes e infusões de ervas e cascas brasileiras. No Arp, tem uma infusão de jaca, uísque e limão e tem outro que eu adorei: o porto chileno, porto branco, boldo e tônica.

arp sudbrack

PARKER: A LENDA E O LEGADO

Em 1983, um punhado de críticos viajou à região de Bordeaux para beber os vinhos da safra 1982 que começavam a ser degustados antes de irem ao mercado. Finigan acreditava que grandes vinhos não podiam ser acessíveis quando jovens. Quando experimentou os 1982, sentenciou que aqueles vinhos eram abordáveis demais para envelhecerem grandiosamente. Ou seja, eram acima da média. Parker, aos 35 anos, não hesitou: para ele, a safra 1982 era grandiosa do começo ao fim. Sua dica era simples: compre caixas. O mito nasceu aí, uma vez que a safra 1982 é tão lendária quanto 1945, 1959, 1961 ou 1990. Quem comprou caixas multiplicou por, pelo menos, cem o dinheiro investido.

A lenda em Bordeaux se confrontou com um problema na Bourgogne. Em 1993, quando avaliou em sua publicação os vinhos da safra 1990 da Bourgogne, Parker elogiou grande parte dos vinhos da Faiveley, mas, ao fim da resenha de quatro páginas e meia, apontou que “do lado negativo, rumores circulam que os vinhos exportados são menos ricos que os provados em suas caves – uma coisa que tenho notado. Ummm…”

Os Faiveleys não leram a resenha, mas o importador dos seus vinhos no Brasil, Ciro Lilla, dono então apenas da Mistral, não apenas leu, como avisou a direção da tradicional casa, fundada em 1825 e cuja sede é em Nuits Saint Georges, coração da Bourgogne. François Faiveley ligou para seus advogados e processou o crítico por infâmia. A ação foi resolvida em um acordo judicial em que Parker teria pago 1 franco para admitir o erro. Foi o divórcio com a terra do pinot noir e da chardonnay.

CHAMBERS STREET WINES
Robert Parker

VÍDEOS

Toda semana trazemos vídeos sobre degustações, dicas de vinhos e curiosidades da gastronomia

Estrelas Michelin em São Roque

São Roque fica a 65 km de São Paulo. Distante? Não atesto a distância como impedimento. Primeiro: uma hora de carro da capital paulistana. Segundo: depois que se chega lá a viagem vale tanto a pena que já se pensa em ir lá de nova uma segunda, terceira, quarta…

Para essa primeira incursão em uma das cidades do vinho em São Paulo, tive uma mega sorte: encontrar a guia perfeita. Nada melhor que visitar vinícolas e o terroir de São Roque do que ir com uma sommeliere cuja raízes estão fincadas lá: Innez Santos. As opções me chamavam a atenção, mas Innez disse que, em meio a tantas dúvidas, ela ia sugerir um passeio: visitar a Bella Quinta, de Gustavo de Camargo Borges, uma vinícola que tem ganho espaço nas mesas de restaurantes de São Paulo, sendo oferecido no Dom (o único dois estrelas do Michelin do Brasil), no Dalva e Dito. A sommeliere Gabriela Monteleone, que trabalha nas duas mesas comandadas por Alex Atala, gostou do que provou e levou os vinhos para os dois endereços em que trabalha. Gustavo se criou em São Roque com uma família que nasceu lá.

Supertoscanos, os vinhos fora da lei

Rompendo com as regras de denominação de origem, surge o Sassicaia (final de 60, início de 70), que em poucos anos se torna uma lenda no mundo vinho. Este fora da lei passa a ter a paternidade de muitos supertoscanos que virão a seguir. Primeiramente enquadrados como “Vino da Tavola”, ganham fama e recebem denominação IGT – Indicazione Geografica Tipica. “Quem sai na frente bebe água limpa”, diz um ditado popular, daí o Sassicaia ter ganho muita notoriedade e com isso uma denominação de origem específica, a de Bolgheri Sassicaia.

O assemblage do Sassicaia é praticamente Cabernet Sauvignon (85%) com uma pequena porcentagem de Cabernet Franc (15%). É amadurecido em barricas de carvalho francês por 24 meses. Um modelo clássico bordalês de margem esquerda. Como todo italiano, seus taninos e sua acidez são firmes e presentes na juventude. Projetado como vinho de guarda, é um tanto difícil sua apreciação quando jovem. Contudo, envelhece maravilhosamente por décadas, de acordo com a potência da safra. Ornellaia é um típico corte bordalês de Bolgheri. O vinho atinge seu apogeu com toques e nuances de belos Bordeaux. Já o Solaia, tem a espinha dorsal baseada na Cabernet Sauvignon, mas com o charme da Toscana onde 20% de Sangiovese entram no blend.

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