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Uma guia por Napa Valley

A primeira parte de um minucioso guia do napa valley já está no site.Depois do Piemonte, esquadrinhado há algum tempinho, vem a região que desbancou a França no julgamento de Paris, um divisor de água no mundo do vinho. Conduzido por Steven Spurrier, dono então de uma pequena loja de vinhos ao lado da igreja de Madeleine, onde pertinho um dia Alain Senderens teve seu inesquecível restaurante, o evento provocou uma polêmica. Às cegas,os franceses foram batidos, em brancos e tintos. A Califórnia então ascendeu ao topo e pavimentou a estrada de muitos outros países. O guia faz um passeio completo pelo Napa Valley e é dividido em três partes.

http://pisandoemuvas.com/

À mesa com Mino Carta

Aos seis anos de idade, Mino Carta pediu um presente de aniversário à sua avó paterna e materna. A uma, que fizesse um risoto com flor de abobrinha e cozinhasse uma mostela, um peixe da região, com sal, azeite e limão. Depois pediu à outra avó, Adele, uma crostata, a tarte italiana. O amor ao vinho veio antes: aos 3 anos, quando ele recebia uma gotinha de grapa envolvida em mel.

Durante a guerra, deixou Genoa, onde nasceu, para se refugiar pelos vinhedos. Seu avô Demetrio gostava de andar e o levava pelos vinhedos que naquela época produziam apenas um vinho de excelência: o barolo, o rei dos vinhos e o vinho dos reis.

Aí nasceu o amor de Mino pelos vinhos do Piemonte. Angelo Gaja é um dos preferidos e entre eles o Sori Tildin, Tildin era o apelido de Clotilde Rey, a avô de Angelo e uma das principais inspirações do homem que revolucionou o vinho italiano e posicionou seus barbarescos em outro patamar.

E o vinho do paraíso, Mino? Seu amigo Luigi Veronelli, um dos maiores escritores de vinho, levaria um porto de quintas para a ilha deserta depois do dilúvio, um vinho de meditação. Mino levaria Monfortino, o célebre barolo de Giacomo Conterno, que há mais de 40 anos recebe uvas de Serralunga d´Alba. A entrevista com Mino é a estreia de uma nova seção de Pisando em uvas, que irá trazer perfis de personagens que amam comer e beber e fazem história.

Mino Carta © Nadia Jung
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VÍDEOS

Toda semana trazemos vídeos sobre degustações, dicas de vinhos e curiosidades da gastronomia

Entre tapas em Madri

As priscas tardes de abril em Madrid são poéticas. A primavera já balouça nas arvre e as terraças vão se animando com gente do mundo inteiro. Mas sobretudo espanhóis. Digo isto porque o madrileño típico adora sua cidade, e (pelo menos pra mim, gringa-habitante-de-território-mezzo-espanhol) (porque vivo em Barcelona, outra cidade máaagica, mas isso é outro capítulo) (voltando) o amor do madrileno por sua cidade é visível por sua presença ululante na rua, nas promenades repletas das supracitadas terraças ou em mercados a céu aberto onde se vendem de livros, roupas e antiguidades a souvenires da Guerra Civil e brinquinhos de abuela.

O sonho de Fernando Nicolau de Almeida

Deve-se a um sonho de Fernando Nicolau de Almeida, o enólogo que à frente do Casa Ferreirinha decidiu fazer um grande tinto português que pudesse levar o terroir do Douro a um patamar similar ao dos grandes vinhos franceses e italianos. A ideia era combinar castas locais de diferentes altitudes para combinar acidez, frescor e taninos de alta longevidade. Assim nasceu o Barca Velha, cuja primeira safra é 1952.

“Os vinhos perdiam o frescor em três ou quatro anos depois de engarrafados, ele queria algo diferente. Foi à França, foi a Bordeaux, estudou o que era preciso fazer”, afirma Luis Sottomayor, enólogo hoje à frente do Barca Velha e cuja primeira missão foi trabalhar na safra 1989, que se tornou um Casa Ferreirinha Reserva. O início não foi fácil. Era preciso transportar gelo de Matosinhos até à Quinta do Vale Meão (hoje o Barca Velha é feito noutra quinta, a da Leda) para poder controlar a temperatura nas cubas de fermentação. Os caminhões saíam à meia noite e chegavam às oito da manhã.

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