Nova Zelândia, além dos hobitts

O vinho não é uma atividade recente na Nova Zelândia, apenas a fama é.

Em 1840, quando foi assinado o Tratado de Waitangi, um acordo entre a coroa britânica e os maoris, que simboliza o primeiro passo da independência do país, já havia registros de plantação de uvas para vinhos na ilha. Em 1825, James Gubsy, considerado o patriarca enológico do país, tinha adquirido ao longo do rio Hunter.

Mas foi muito depois, na metade da década de 1980, que a Nova Zelândia ganhou destaque nas cartas de vinhos e nas gôndolas de importadoras. Uma das forças por trás desse sucesso foi a uva sauvignon blanc, que no terroir dos hobbits enseja um vinho com personalidade bastante frutada, com aromas de frutas (maracujá ou de limão), acidez marcante.

Bem distinto da escola francesa. Ao contrário da variedade plantada na França, que atinge seu ápice no Loire nas mãos de Didier Dagueneau, esse é um vinho expansivo, frutado, que vai bem com ceviche ou saladas em que o queijo de cabra dá um toque mais ácido. Outro bom exemplar da escola francesa é feito pela família Mellot, também no Loire, importado pela Cellar, uma versão mais domada que a da família Dagueneau, cuja mineralidade é de escola.

Há vários bons rótulos disponíveis no Brasil, com destaque à importadora mineira Premium, que nasceu trazendo neozelandeses e hoje traz vinhos de quase todo o planeta, sendo que o mais recente destaque são os alemães da Clemens Busch, mas isso é outra conversa.

Aqui seguem três sugestões, degustadas no New Zealand Say, no Studio Carla Pernambuco, em São Paulo:

Giesen Marlborough 2017 – importação exclusiva da rede de supermercados Oba (que abriu há alguns meses nova unidade em Pinheiros), esse sauvignon de R$ 99 é a melhor porta de entrada para o estilo neozelandês da sauvignon blanc. Não diria se tratar de um vinho de piscina, como muitos dizem, porque na borda da piscina precisaria ter queijo de cabra ou ceviche, mas é uma garrafa de céu azul.

Craggy Range Marlborough 2017 – Esse sauvignon blanc, cujo preço sai por R$ 210 reais, é um dos mais completos da Nova Zelândia. Importado pela Decanter, tem um toque mineral, o que o pode ser levado a um confronto às cegas com alguns sancerres, a apelação em que a sauvignon blanc faz seus melhores exemplares no planeta vitis.

Sanctuary Marlborough 2016 – Importado pela mineira Premium, com preço de R$ 160 reais, é exemplo do estilo neozelândes: acidez cortante, fruta exuberante e juventude na veia.

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