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PERFIS

Gianfranco Soldera faz um dos mais famosos vinhos da Itália. Os críticos gostam de dizer que, mais do que um brunello, ele faz um brunello de assinatura Soldera. Há uma regra aos que o visitam:  não se cospe o que se bebe ali. Porque Soldera diz que só se cospe vinho ruim. Quem quiser cuspir o faça em outro lugar e não o faça perder tempo. Na Bourgogne, não se aplica a regra da Toscana, mas não pude deixar de pensar nisso, ao sair, às 11 horas da manhã de uma terça-feira de outubro da degustação de mais de 20 rótulos do Domaine Fourrier e de seu braço de negociantes. Bebi todos. Jean Marie Fourrier assumiu o comando do Domaine em 1995, depois de um estágio de três anos no fim da década de 1980 com a lenda Henri Jayer, do qual se lembra mais dos esporros levados do que dos ensinamentos recebidos. Ao contrário de Jayer, não usa 100% de madeira nova, ao contrário, busca usar 20% no máximo em cada um de seus vinhos, sejam eles apelações village, sejam grands crus.

PISANDO EM UVAS © NJ

ENTREVISTAS

Mais proustiana d(a)os chefs, Roberta Sudbrack responde ao questionário inspirado pelo autor francês, que escreveu sete volumes a partir de uma madeleine que o levou a memórias de uma vida.

No fim de fevereiro, uma degustação histórica, em Beaune reuniu a família Coche-Dury e Keller, um dos mais reputados produtores de vinhos alemães. De um lado, os famosos Gmax, de outro os Cortons Charlemagnes mais disputados do mercado mundial. O resultado será tema de artigo de William Kelley, o novo articulista responsável pela Bourgogne para a The Wine Advocate.

nadiajung.com
http://pisandoemuvas.com/

VÍDEOS

Outono na Bourgogne é uma das melhores épocas para viajar para os vinhedos e ver as cores das videiras e o poder do terroir bem à frente dos olhos

O WINE BAR

Aldo Sohm criou em 2014 o wine bar que leva o seu nome. Fica a menos de 30 passos do triestrelado Bernardin, comandado por Eric Ripert e no qual o austríaco, que venceu o prêmio de melhor sommelier do mundo em 2008, trabalha. Ao lado de uma extensa carta de vinhos, com dezenas de opções para todos os bolsos de todas as regiões do planeta, de completa seleção de taças Zalto, há um enxuto cardápio com opções em taças e pequenas porções de comida, elaboradas por um chef que trabalhou por alguns anos no Bernardin. Já se foi o tempo em que as mesas abertas por sommeliers mundo afora rimavam com ótimos vinhos e fraca comida. A comida do Aldo Sohm é uma das melhores coisas de Nova York. É excelente. A tartine de atum, feita na casa, a costela em molho de redução de vinho tinto e o coq au vin são imperdíveis. O steak de berinjela é um filé Rossini para vegetarianos, uma inovação ao paladar e aos olhos. Os cogumelos da estação cozidos ao vapor e servidos com seu caldo são umami puro.

MUNDO AFORA

É clichê: o Chelsea Market vale a visita ou a revisita, antes ou depois de um passeio pela Highline, a prova de como o Minhocão poderia ser. O mercado, cujo prédio foi comprado pelo Google no início do ano por US$ 2,4 bilhões, traz uma infinidade de restaurantes, lojinhas e até uma boa importadora de vinhos, em cujas prateleiras se podem encontrar garrafas de Fourrier, Aldo Conterno e cia. Pode-se ir de hambúrguer à comida vegetariana, de mexicano à gravlax. Um dos destaques em frutos do mar é o Lobster Place, um grande espaço que reúne mercado de pescados frescos, sushis e sashimis para viagens, lagosta para viagem ou para se comer de pé e um restaurante japonês com cerca de 20 lugares em que se senta ao redor da bancada em que os sushimen preparam os pratos do dia.

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