Passeio pelos Vinhos de Portugal

Portugal tem ótimos rótulos brancos, tintos, fortificados. Há boas opções em qualquer faixa de preço, sendo que abaixo de R$ 60 há muita coisa boa que pode bater de frente com os chilenos e argentinos. Aqui uma seleção de alguns rótulos provados em vinhos de Portugal.

Carmim – A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz foi criada em 1971 por um grupo de 60 viticultores com o objetivo de produzir e comercializar vinho, a partir da uva de um grupo de viticultores da região. Faz bons vinhos de ótimos preços em brancos ou tintos. Em brancos, um destaque por R$ 90 é o Régia Colheita; em tintos, a linha Reguengos é um bom passeio pelo Alentejo e seus vinhos. Entrevista em vídeo com o enólogo Rui Veladas aponta a vinificação e os detalhes. Importado pela Casa Flora.

 

PODCAST –

Monte da Capela – Vinho bom e barato é difícil de encontrar. Na França, isso se tornou tarefa quase impossível, na Itália cada vez mais desafiadora, mas a terrinha tem ainda. O Monte da Capela é um desses achados, que oferece uma extensa seleção de rótulos abaixo de R$ 60. Os vinhos vêm por uma importadora de Poços de Caldas: https://www.segusovinhos.com.br/
A entrevista com Maria Clara Roque do Vale, em vídeo, dá todos os detalhes da Monte da Capela, que fica em uma deslumbrante paisagem no Alentejo. Em 2020, oito quartos para receber hóspedes devem ser abertos.

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Niepoort – Sou safra 1977, ruim em grande parte do mundo, grandiosa em Portugal, principalmente nos fortificados de Madeira e Porto. Bebi alguns rótulos emocionantes, como o Terrantez da Cossat Gordon, o Taylor´s e o Graham´s, mas tem um vinho que me fez suspirar: Garrafeira 77 do Niepoort, refinado, elegante, complexo, absolutamente obrigatório. A partir dele, a vinícola entrou no meu radar. Dirk Niepoort é craque. Conjuga modernidade e tradição como muito poucos, faz vinhos elegantes, complexos, minerais, sejam brancos, tintos, rosados ou fortificados. Do Dão à Bairrada, passando pelo Douro, ele faz o melhor branco da terrinha, o Coche, que não é uma homenagem ao mítico produtor de Meursault, mas uma referência às carruagens. Faz grandes tintos, sejam os mais fáceis de beber, como o Conversa, seja na alta gama, como o Batuta. Agora em casa nova, a Mistral foi trocada pela Grand Cru, a promessa é de que os preços serão mais baixos e a distribuição melhor. Qualquer vinho com a assinatura Dirk Niepoort é para comprar.

 

Quinta do Crasto – Tal como outras grandes quintas do Douro, a origem da Quinta do Crasto remonta a tempos longínquos na história do país: o nome Crasto deriva do latim castrum e significa “forte romano”. Tradicional casa, aqui se produzem alguns dos melhores azeites e vinhos da terrinha. Os tintos são tiro certo: do mais básico, o bom Flor de Crasto, aos mais altos da gama, sendo que o Vinhas Velhas é um dos melhores qualidade preço de vinhos até R$ 500 do mercado brasileiro. Vinhedos de mais de 70 anos de diversas castas, com um rendimento de 2000 litros por hectare (no Château Latour, são cinco mil), colheita manual, e 16 meses de afinamento em madeira, sendo 15% americana e 85% francesa, o Vinhas Velhas é um baita vinho, com taninos finos, ótima persistência e bom potencial de envelhecimento. Importado pela Qualimpor.

Quinta do Ameal – Uma pequena e antiga propriedade (1710), localizada no Vale do Lima, no norte de Portugal, possui produção inteiramente ecológica, de vinhos brancos de excelência feitos a partir de uma única casta de uva portuguesa: Loureiro. O Quinta do Meal Escolha é um dos belos brancos portugueses com a Loureiro, com excelente potencial de envelhecimento, como um 2005, bebido ano passado, comprova. Importado pela Qualimpor.

 

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