Quando a família Guillot adquiriu no início da década de 1950 o domaine Le Clos des Vignes du Maynes, foi a primeira mudança do controle da propriedade histórica, que anteriormente tinha pertencido a cinco gerações de uma mesma família. A origem do domaine remonta a 910, quando a abadia de Cluny foi fundada pelo Duque de Aquitânia. Hoje dali saem alguns dos mais disputados vinhos naturais produzidos artesanalmente na França. Há alguns produtores que transcendem apelações e seus sobrenomes se tornam referências. Julien Guillot é um desses. Faz macons de exceção, com destaque aos excelentes brancos, que mesclam fruta e mineralidade e são feitos para a longa guarda. A Uva Vinhos  (https://uvavinhos.com.br/vinhos/produtores/julien-guillot/ )começou a trazê-los para o Brasil em junho.

Guillot é pioneiro em biodinâmica no sul da Borgonha: quando ele fez a mudança em 1998 das práticas, os vinhos gostavam de se referir às inovações como “as bobagens de Guillot”, ou no francês “Les conneries de Guillot”, relata William Kelley, da Wine Advocate. Hoje muitos vizinhos se renderam à biodinâmica.

Em um jantar na casa do carbonara (agradecimento especial ao João Ferraz pela recepção, comida, música, arte), tivemos a oportunidade de degustar alguns rótulos. Os brancos são muito bons, minerais, gastronômicos, elegantes, os melhores da apelação já bebidos e foram abertos muito novos (atenção à temperatura de serviço e à decantação).

Mâcon Chardonnay Clos Fourneau 2018 – O vinho estagia nas borras durante 12 meses em barricas usadas de carvalho francês e é finalmente engarrafado sem filtrar, clarificar ou adicionar sulfito. Foi testado com presunto ibérico. Sua mineralidade fez um bom complemento. Chardonnay estruturado, com acidez muito boa, fruta e um leve floral. Ainda muito novo.

Mâcon Cruzille Blanc Au Quin Château 2018 – Primeira safra desse vinho que representa um novo site para o produtor. Segundo Jasper Morris, por conta da novidade, Julien resolveu vinificar em tanque até conhecer melhor o terroir, mas ele está animado com o primeiro resultado. Na boca, não é difícil de entender por quê. Mais um macon de exceção.

Mâcon Cruzille Aragonite – Um grande vinho, com grande potencial pela frente, melhor Macon branco já bebido. Se você acha que macon é um vinho desinteressante, sem grandes atrativos e não ficou convencido com os outros dois rótulos anteriores, aqui está uma prova de que há vida em Mâcon. Um vinho elegante, com mineralidade ao fundo, com estrutura para pratos mais encorpados, como um riz de veau, brilhantemente executado pelo João Ferraz.

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